Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005

Bom dia




Meu diário da manhã:

É cedo,
A rádio anuncia:
O governador do Estado da Califórnia decidiu.
Decidiu.
A vingança ganhou.
Um duelo ao sol no dead valley.
A morte sorriu.

Um agente da polícia é baleado cobardemente em Portugal.

Sabes quando pela manhã o vento de Lisboa corta na cara?

Imagino como deve doer o acordar dos sem abrigo.

A angústia que se vê nas janelas ainda fechadas ao frio da noite.

Arranco em velocidade como um touro rumo à sorte.

Desvio-me.

Bom dia!
publicado por João Gil às 14:03
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12 comentários:
De Maria a 13 de Dezembro de 2005 às 14:25
Sabes, João, que este frio seco, que corta, me faz sentir viva, protegida, feliz por ser quem sou e ter apenas o que tenho...
Triste, por saber que o frio não olha a quem corta, a quem não tem...
Como é que num dia tão azul...
De blue note a 13 de Dezembro de 2005 às 15:00
Ah e é Natal...
E todos os presidentes (quê???!!!) de câmara engalanam as cidades e as vilas e as aldeias e.. a si próprios, com pseudo festarolas de sopas do e para os pobres. E continua a morrer gente À FOME e não interessa nada, porque há outros que morrem por decisão do atrasado mental do tipo da Califórnia.
Para esses e outros que fazem com que as civilizações se envergonhem da sua condição de humanos, desejo uma péssima consoada e um dia a congelar o único neurónio que possuem.
Mais uma vez o teu POEMA diz mais que muitas sopas de pobres.
De um estranho a 13 de Dezembro de 2005 às 15:11
Boa tarde João.

Dificil, às vezes
desviar-nos, a tempo.
De A.P. a 13 de Dezembro de 2005 às 15:49
"Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...

Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar."

Alberto Caeiro

Um Bom dia para todos :)
De nascitura a 13 de Dezembro de 2005 às 16:32
João,
gosto da forma como lanças o isco...assim como quem não quer a coisa...

quanto aos sem abrigo, raramente me cruzo com eles mas quando vou a Lisboa não tenho olhos a medir...e assim adoptei um sistema: tens fome? então anda que eu dou-te de comer.

É claro que raramente vou a Lisboa. Sou igualzinha a todos os outros que queriam ajudar mais, mas...
De um estranho a 13 de Dezembro de 2005 às 20:36
«Alguém»

Alguém me disse um dia que a vida é Poesia.
Sentado, tranquilo de palavras em riste
Espera, pedi-te: não te mexas, assim.

Registei-te em momento e jamais esqueci.
Não são lágrimas o que vês,
Não é tristeza que há em mim.
É poesia!

Tantas vezes me ensinaste que aprendi
Ser mulher, filha ou neta não tem diferença
Sim, eu sei, percebi.
O meu passo de confiança.
Tantas as vezes te procurava
A ânsia de te ouvir.
O meu sorriso, o meu abraço,
os meus olhos são Poesia!

É minha por uma vida a tua vida.
Deixa, sente, ouve-me até ser dia.
Mesmo os meus sonhos são Poesia.

Vês a minha pele? Os meus olhos cansados?
A voz sumida?
Sim sim sim sim. Respondi.
Sou um vagabundo, um vadio da poesia
O meu corpo envelhecido, a minha pele em rugas
Vagueio à noite pelo frio, pelas ruas
Faço do cartão os meus livros.
Não os tenho, mas preciso.

A memória é triste,
A saudade pelos meus.
Isso é sentido!

Pergunta-me então: e a Poesia?
Está dentro de mim!
Dentro de ti? Já as lágrimas me corriam.
Explica-me, diz-me, conta-me,
A Poesia não se guarda assim!

Guarda sim.
Sorrio ao passar da gente
Todas as manhãs, todos os dias
Esqueço as saudades, a minha alma carente
Peço um olhar, peço pão
Mas não peço a Poesia!
Essa,

Ó essa está dentro de mim.

Alex



São pessoas, são alguém.
De Mariana Matos a 14 de Dezembro de 2005 às 04:57
Chego mais tarde. Boa madrugada! ;)
De António_Pinto_de_Mesquita a 14 de Dezembro de 2005 às 10:12
Boas,
Com esse frio que corta a cara, congela as mãos e entorpece os sentidos, saimos de casa, rumamos á labuta. No caminho vemos menos afurtunados, mais ou tanto quanto nós. Mas averdade é que alguem na terra do calor e dos hamburgers carrega no botão. Vivemos numa era de indiferença e de reis na barriga, pena não serem todos do bolo cá da terra.
De soniaq a 14 de Dezembro de 2005 às 12:06
É a falta de Amor que há.
Não tenho mais palavras.
De Lyra a 14 de Dezembro de 2005 às 15:02
Imagino como deve doer o adormecer dos sem abrigo.

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