Segunda-feira, 22 de Agosto de 2005

Votei em José Sócrates, não no P.S.

Vou deixar aqui muito claro o que afinal me preocupa nesta série de desabafos,
tendo o nosso Primeiro como actor principal deste filme que idealizei ao votar
na sua pessoa na última lesgislatura.
Sim!
Votei em José Sócrates e não no P.S.

Tenho (ainda) nele um depósito de esperança, que sob a injustiça de juízos precipitados, não pode ser destruído sem mais nem menos.
Aprendi com o meu Pai, que foi um insígne Bombeiro, a nunca entrar em pânico.
- Nunca mesmo!
Quase ouço a sua voz firme.

Seguramente não sou o único que deixou de acreditar nos partidos enquanto fiéis representantes dos anseios das populações.

Acredito que (perdoem-me os mais dogmáticos) os partidos passaram, mais do que nunca, a defender sobretudo a quem lhes paga as campanhas.
Isto parece do mais básico, mas sobrevive a ideia importante do domínio de interesses não indentificados, de políticas posteriores ao dia do voto, mesmo depois de passar o assunto pelo crivo da não generalização.
Confuso(a) caro(a) leitor(a)?
Será que estou como o antigo treinador Octávio Machado?
Nã!
Isto para vos dizer que confiei e confio ainda (apesar das nódoas que vão caindo na toalha de linho branco, estampadas na leitura dos jornais diários do nosso Primeiro) que a cobrança da factura recai sobretudo nos partidos e não em José Sócrates.
Que ele, a contragosto, vai arrumando o P.S. e os candidatos que o aparelho impõe.
Que os interesses dos construtores vão gerindo o País no seu ritmo de crise, sendo as rotundas o exemplo mais caricato.
Que os incêndios, além de queimarem, cheiram muito a esturro.
Que há razões de ordem prática na nomeação de cargos públicos....mas enfim.
Que ele se esgueira perante regras impostas de Bruxelas, e faz um esforço sério por todos nós, embora, em minha opinião, as férias pudessem esperar.

Acredito em José Socrates quando ele se emancipar e, de uma vez por todas, assumir e encarnar a esperança quase derradeira nele depositada.

Caso contrário não sei em quem mais votar, em quem mais acreditar.

E não vejo solução num futuro breve para a dita alternância.
O P.S. e o P.S.D. arranjaram-na bonita.

Estou para ver como é que se vão safar de isto tudo.

E agora?

Vamos continuando que a novela está longe de acabar.
Darei o braço a partir (Meu Deus!) se for o caso.

Acredito em pessoas sérias.

CASO CONTRÁRIO ASSINAREI QUALQUER PETIÇÃO QUE SE PROPONHA RETIRAR O VOTO.
publicado por João Gil às 01:06
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6 comentários:
De Baggio a 22 de Agosto de 2005 às 10:21
Eu votei no PS, não no Sócrates: e saíu-me o Freitas do Amaral!
De um estranho a 22 de Agosto de 2005 às 15:49
É isso e os blogs com imagens boas em que ficamos com vontade de comentar qualquer coisa e não podemos.
;-)
De soniaq a 22 de Agosto de 2005 às 16:59
Apoiado!
CASO CONTRÁRIO ASSINAREI QUALQUER PETIÇÃO QUE SE PROPONHA RETIRAR O VOTO.
(Há mta gente a pensar nisso, poder retirar o voto a qualquer altura da legislatura, mas como são os políticos que decidem, cá vamos indo com a cabeça entre as orelhas...)
um bjinho
Sona
De Caxolinha a 22 de Agosto de 2005 às 18:58
O que os governos têm herdado, tem sido dificil de gerir, independentemente da cor...
E o inferno continua...
Ficaremos com verde?? Teremos país que se apresente??
:((((
De muguele a 22 de Agosto de 2005 às 19:31
O que os governos têm herdado, herdaram deles próprios. A alternância não é estanque e o que vem de trás já vem muito de trás.
Não votei Sócrates porque não é mais do que um produto de marketing (nota-se quando tem de falar de improviso). Não compro música sem a ouvir primeiro, não me bastam os anuncios ou os singles. Quanto a estas "músicas", por mais arranjos novos que lhes façam, continuam a soar a "música a metro".
De Fernanda a 22 de Agosto de 2005 às 21:48
E o que podemos fazer nós para alterar isto? Como podemos/devemos agir para um melhor exercício de cidadania? Como nos podemos organizar e assumir a nossa quota de responsabilidade, como povo (que supostamente é representado na AR), como cidadãos?

Os problemas do País ilustram uma série de deficits, começando pela liderança, mas passando também pelo que somos (ou como temos sido)como povo...

Sinto que toda esta crise de descrença total (com factos dolorosos a reforçar) é também um desafio... Como as crises ao longo da história pessoal de cada um: desanimam, parece que tudo fica "reviravoltado", dando a sensação de que estamos perdidos sem norte, mas são um desafio para que descubramos o que temos de fazer de diferente (começando dentro de nós...).

E o País está em crise, os sistemas estão em crise... E o que temos nós de fazer, para que possamos introduzir diferença? Como fazer uma nova revolução?

Alguém tem ideias?

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